2001 Uma Odisséia no Espaço (A Space Odyssey), 1968. Nesse
filme Kubrick apresentou características marcantes, e ganhadoras de prêmios,
tais como: fotografia, efeitos especiais e trilha sonora. Evolução humana, inteligência artificial, vida extraterrestre, são os temas que fazem do enredo muito interessante. Muitos filmes que vieram depois utilizaram de recursos e beleza criadas em 2001. O filme se tornou uma espécie de pré-cursor para filmes do mesmo gênero e elevou a categoria dos filmes para uma forma de arte.
Algumas pessoas julgam o filme como com certa falta de conteúdo, incompreendendo as partes que o filme usa de som no lugar de técnicas narrativas e uso mínimo de diálogos. Nos primeiros 25 minutos de filme, por exemplo, não há diálogo algum ( o
silêncio acaba com a voz da comissária de bordo em 25:38) e nem nos últimos 23
minutos, sem contar os créditos finais. Somando essas duas sequências, e mais
outras duas mais curtas, há 88 minutos sem diálogos no filme.
Stanley Kubrick e Arthur C. Clark desenvolveram a história
simultaneamente, sedo que Clark escrevia o livro, enquanto ambos trocavam
ideias e opiniões. Quanto o nome do filme, Clark diz que foi tudo ideia de
Kubrick, com o objetivo de definir o filme para além do padrão "monstros e sexo" dos filmes de ficção científica da época, Kubrick usou Odisseia, de Homero, como inspiração para o título. "Nos ocorreu", disse ele, "que para os gregos, as vastas extensões do mar devem ter ido o mesmo tipo de mistério e de afastamento que o espaço tem para a nossa geração"
Outra influência da cultura grega, é que inicialmente, HAL 9000, o software com avançada inteligência artificial, instalado a bordo da Discovery e responsável por todo seu funcionamento, teria concebido Athena e teria voz de mulher, mas depois Douglas Rain assumiu a dublagem, sem comparecer nem um dia sequer aos sets de filmagem, gravou sua participação em apenas 9 horas. Aliás, apesar das negações, há boatos que HAL faz uma referência indireta a IBM, gigante do ramo de computação. Cada uma das letras da sigla HAL é exatamente uma anterior em relação ao alfabeto às letras de IBM, seria mais uma propaganda indireta em um filem de Kubrick? Acredito que desta vez, foi pura coincidência
O filme é memorável por sua trilha sonora, a música a cima, você com certeza já escutou em algum lugar e vai perceber que conhece independente de ter visou o filme ou não. A Valsa Danúbio Azul de Johann Strauss II é resultado de uma associação deita por Kubrick entre o movimento dos satélites e os dançarinos de valsa.
Pink Floyd também participaria da trilha sonora do filme. Apesar do fato não se concretizar, acredita-se que, seguindo a tradição da ligação entre O Mágico de Oz e Dark
Side of the Moon, os mais de 23 minutos de "Echoes", do álbum Meddle, podem ser perfeitamente sincronizados à sequência "Jupiter &
Beyond the Infinite" do filme.
Falando sobre os efeitos do filme, ou nesse
caso macete, enquanto as pessoas fazem ligação da Lua à queijo suíço, para as cenas
na superfície de nosso satélite , Kubrick mandou importar, lavar e pintar
centenas de toneladas de areia.
Assim como em Glória Feita de Sangue, em que a esposa do
cineasta, Christiane Kubrick, participa do filme, em 2001, é a vez da filha do
casal participar do longa: Vivian Kubrick interpreta Squit, filha do Dr. Heywood Floyd's.
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