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quinta-feira, 5 de setembro de 2013




Continuando com essa semana incrível sobre o expressionismo alemão vamos falar hoje sobre, “Metropolis”(1927) é a obra-prima de Fritz Lang, é um filme muito a frente do seu tempo. O enredo é ambientado no século XXI, numa grande cidade governada autocraticamente por um poderoso empresário. Os seus colaboradores constituem a classe privilegiada, vivendo num jardim idílico, como Freder, único herdeiro do dirigente de Metropolis.

Os trabalhadores, ao contrário, são escravizados pelas máquinas, e condenados a viver e trabalhar em galerias no subsolo. Num meio de miséria entre os operários, uma jovem, Maria, destaca-se, exortando os trabalhadores a se organizarem para reivindicar seus direitos através de um escolhido que virá para representá-los.

Através de cenas de forte expressão visual, com o recurso a efeitos especiais, algumas se tornaram clássicas, como a panorâmica da cidade com os seus veículos voadores e passagens suspensas. Alusões bíblicas, mistério, ação e romance, completam o leque que envolve o público e o mantém em suspense até ao final.

Alguma curiosidades sobre esse filme é que:

O roteiro, baseado em romance de Thea von Harbou, foi escrito por ela, em parceria com Lang. (Thea Von Harbou para quem não sabe foi esposa de Lang) Em 2008 foram reencontrados, na Argentina, 30 minutos de metragem deste clássico. Tal parte será restaurada e acrescentada à versão conhecida.

Apesar de todas essas interpretações (que se mostram, nos dias de hoje, surpreendentemente atuais), o filme foi duramente criticado na época de seu lançamento, sobretudo por àqueles que não simpatizavam com o seu conteúdo político (entre eles, o escritor H.G. Wells). Outro fato curioso é que, Hitler, fascinado pela suntuosidade e grandiosidade do filme, pediu para que o seu braço-direito Goebbels convidasse Fritz Lang para assumir a ‘chefia’ da indústria cinematográfica alemã. O diretor agradeceu, recusou a proposta e partiu às pressas para Paris. No entanto, sua esposa Thea von Harbou, não só ficou para trás, como também se tornou uma nazista.

Outro fato que nos chama atenção é que esse filme permaneceu em exibição por uma única semana em solo germânico e depois foi severamente retalhado por distribuidoras alemãs e americanas. Decidiram que os 153 minutos de duração eram responsáveis pelo fracasso de bilheteria.

Se formos ficar admirando essa verdadeira obra prima ficaríamos aqui o dia todo falando sobre cada detalhe que com certeza em uma única matéria não daria conta.

Quer conhecer mais sobre esse filme? Entre em contato: Fone. (11) 3228-5025 ou pelo e mail: eradeourofilmes@gmail.com

                                                                            Texto com colaboração de Rogério Ortiz

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